Página inicial do sítio Barometers Portugal

Portugal

Os questionários inspirados nos estudos de 2009 e de 2010, denominados barómetros FOOD, são lançados todos os anos desde 2012, para monitorizar a evolução dos hábitos e das opiniões de ambos os grupos-alvo sobre nutrição equilibrada.

Portugal lançou o seu primeiro barómetro FOOD, em 2015. Devido a um baixo número de respostas em 2015, os resultados dos restaurantes não foram tidos em conta nesta análise.

Funcionários

Em 2016, 82 % dos funcionários portugueses almoçaram diariamente. Esta percentagem manteve-se muito constante em comparação com 2015. Foi mais alta que a média europeia, que representou 71 %, em 2016.

Em 2016, os funcionários portugueses consumiram, no geral, alimentos preparados em casa (55 %) ou um prato/refeição completo (23 %). Estes valores mantiveram-se estáveis em comparação com 2015.

Em 2016, ao escolherem um restaurante, os funcionários portugueses consideraram importantes ou muito importantes os critérios práticos associados às limitações da vida profissional, tais como o serviço, que tinha de ser rápido (90 %) e a localização do restaurante, que tinha de ser próxima do seu local de trabalho (85 %). Os alimentos servidos tinham de ser acessíveis em termos de preço/baratos (95 %), o ambiente envolvente tinha de ser agradável (87 %), a água canalizada tinha de ser servida gratuitamente (75 %) e o restaurante tinha de servir alimentos produzidos localmente ou alimentos da estação (65 %).

A qualidade nutricional das refeições servidas foi considerada importante ou muito importante para 83 % dos portugueses quando escolhem um local onde almoçar. Foi uma percentagem mais alta que a média europeia, que representou 77 %. Este valor tem aumentado ligeiramente desde 2015.

Em 2016, os funcionários portugueses escolhiam o que iriam comer ao almoço, principalmente em função do preço (53 %) e do equilíbrio do prato (52 %). Atualmente, o que escolhem tem muito menos importância (36 %), o que se traduz na principal diferença, em comparação com outros países do programa FOOD.

Os funcionários portugueses atribuem muita importância ao equilíbrio do prato quando selecionam o que comer ao almoço. Esta percentagem tem diminuído ligeiramente desde 2015, mas mantém-se muito significativa e está acima da média europeia.

Restaurantes

Em 2016, 52 % dos restaurantes portugueses declararam possuir um nível baixo de conhecimentos sobre nutrição equilibrada e que deviam saber mais. Isto demonstra que os restaurantes portugueses estão recetivos a adquirir mais conhecimentos sobre nutrição equilibrada.

Em 2016, 73 % dos restaurantes portugueses declararam ter observado um aumento da procura de refeições equilibradas/saudáveis. Esta percentagem representa quase duas vezes mais a média europeia (36 %). Tal demonstra que os restaurantes portugueses estão bem cientes do aumento da procura por opções de uma refeição saudável, facto observado pelos funcionários.

Os restaurantes de Portugal manifestaram uma opinião bastante positiva sobre nutrição equilibrada, apesar de uma percentagem significativa ter manifestado uma opinião neutra sobre as declarações seguintes. De entre as opiniões, 49 % discordaram ou discordaram totalmente que preparar ou cozinhar refeições equilibradas/saudáveis era mais caro; 46 % que era mais moroso e 45 % que era mais difícil.

A percentagem de restaurantes, que concordam ou concordam totalmente com as declarações negativas sobre a preparação de refeições saudáveis, tem diminuído desde 2015, demonstrando que os restaurantes portugueses tendem a manifestar uma opinião mais positiva sobre nutrição equilibrada.

Conclusões

A associação entre a oferta e a procura de uma alimentação equilibrada é muito positiva em Portugal. Os funcionários portugueses atribuem grande importância ao equilíbrio do seu prato à hora do almoço. Isto reflete-se consideravelmente nos restaurantes, porque mais de 70 % observam um aumento da procura por refeições equilibradas. Apesar de uma percentagem elevada ter manifestado uma opinião neutra sobre cozinhar saudavelmente, os valores demonstram que os restaurantes portugueses continuam, porém, a manifestar uma opinião positiva sobre a preparação de refeições saudáveis.